29 de jul de 2011

Da Escritura Sagrada Cap. I


CAPÍTULO I
DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda.  Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Referências – (Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor.  1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa.  8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.)

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática: Ref. (Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.)                                                                                                                                                                                                   

O VELHO TESTAMENTO
Gênesis Esdras Oséias
Êxodo Neemias Joel
Levítico Ester Amós
Números Jó Obadias
Deuteronômio Salmos Jonas
Josué Provérbios Miquéias
Juízes Eclesiastes Naum
Rute Cântico dos Habacuque
I Samuel Cânticos Sofonias
II Samuel Isaías Ageu
I Reis Jeremias Zacarias
II Reis Lamentações Malaquias
I Crônicas Ezequiel
II Crônicas Daniel
O NOVO TESTAMENTO
Mateus Efésios Hebreus
Marcos Filipenses Tiago
Lucas Colossenses I Pedro
João I Tessalonicenses II Pedro
Atos II Tessalonicenses I João
Romanos I Timóteo II João
I Coríntios II Timóteo III João
II Coríntios Tito Judas
Gálatas Filemon Apocalípse                                                                                                                                                


III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Ref. (Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.)

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende
do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
Ref. (II Tm. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.)

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
Ref. (I Tm. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.)

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
Ref. (II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.)

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.
Ref. (II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.)

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam  a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Ref. (Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.)

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
Ref. (At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.)

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.
Ref. (Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.)

Confissão de fé de Westminster indice












A Confissão de Fé de Westminster                                                 


CAPÍTULOS CONTEÚDO

I - ESCRITURA SAGRADA
II - DEUS E A SANTÍSSIMA TRINDADE
III - ETERNOS DECRETOS DE DEUS
IV - CRIAÇÃO
V- PROVIDÊNCIA
VI - QUEDA DO HOMEM, O PECADO E O SEU CASTIGO
VII - PACTO DE DEUS COM O HOMEM
VIII - CRISTO O MEDIADOR
IX - LIVRE ARBÍTRIO
X - VOCAÇÃO EFICAZ
XI - JUSTIFICAÇÃO
XII - ADOÇÃO
XIII - SANTIFICAÇÃO
XIV - FÉ SALVADORA
XV - ARREPENDIMENTO PARA A VIDA
XVI - BOAS OBRAS
XVII - PERSEVERANÇA DOS SANTOS
XVIII - CERTEZA DA GRAÇA E DA SALVAÇÃO
XIX - LEI DE DEUS
XX - LIBERDADE CRISTÃ E LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
XXI - CULTO RELIGIOSO E O DOMINGO
XXII - JURAMENTOS LEGAIS E OS VOTOS
XXIII - MAGISTRADO CIVIL
XXIV - MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO
XXV - IGREJA
XXVI - COMUNHÃO DOS SANTOS
XXVII - SACRAMENTOS
XXVIII - BATISMO
XXIX - CEIA DO SENHOR
XXX - CENSURAS ECLESIÁSTICAS
XXXI - SÍNODOS E CONCÍLIOS
XXXII - ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE E A RESSUREIÇÃO DOS MORTOS
XXXIII - JUÍZO FINAL
PREFÁCIO AOS NOVOS CAPÍTULOS
XXXIV- ESPÍRITO SANTO
XXX - AMOR DE DEUS E DAS MISSÕESCONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

25 de jul de 2011

Homilética a Arte do Pregador Parte V


II.2.2O QUE FAZER QUANDO CONVIDADO PARA PREGAR EM :

A)  CONGRESSOS E CONFRATERNIZAÇÕES
Neste caso os assuntos são apresentados pelos organizadores do evento. Para o pregador, o desafio está em desenvolvê-lo. Tenha intimidade com Deus para transmitir exatamente o que Ele quer falar.
Quase toda pesquisa serve como base para sermões. Todavia, é verdade incontestável que, quanto mais instrução tem uma pessoa, tanto mais condições terá para preparar e apresentar sermões.
Embora exista um tema, normalmente este é geral, podendo o pregador ser mais específico.
Exemplo: TEMA DO CONGRESSO: “A videira verdadeira” João 15: 1 a 8
* Você pode falar sobre: “Como o cristão pode Ter uma vida frutífera”  , “Por que o cristão deve Ter uma vida frutífera?”  ou até mesmo , “Os frutos da videira na vida do cristão”,  utilizando outros textos e inserindo um subtema.

B) DATAS COMEMORATIVAS/ CULTOS ESPECIAIS
Situações onde o assunto é uma explicação do momento. São cultos realizados em virtude de acontecimentos específicos na igreja local.
Dentre os cultos especiais podemos destacar:
Casamento
Natal
Aniversariantes
Dízimos
Batismo
Consagração
Aniversário da Igreja
Posse
Cultos dos departamentos ( Juventude, irmãs, crianças, etc.)
Nascimento e apresentação de bebês
Funeral
Doutrinário
Evangelístico

Atenção! Conheça e domine os textos bíblicos para explorar estes assuntos mais facilmente.
“Para pregar, o pregador leigo deve combinar ou casar o assunto do sermão com um texto da palavra de Deus”.
Ler os sermões limita o contato dos olhos do pregador com o auditório. Como afirmava Phillips Brooks, “a pregação é a verdade através da personalidade”. Ora, os olhos transmitem a personalidade. Assim, qualquer coisa que interfira com o contato dos olhos do pregador, impede que a personalidade seja bem sucedida, e interfere com a pregação.
A maioria dos homiléticos concorda em que a maneira ideal de pregar um sermão é fazer primeiro um manuscrito, e depois preparar um esboço - quer o pregador use esse esboço no púlpito ou o decore.
Muitos pregadores levam um manuscrito ao púlpito, mas lêem apenas partes dele, pregando o restante dele de improviso. Por exemplo, as ilustrações e o apelo não se prestam bem para a elocução ma-nuscrita e provavelmente devam ser pregados de improviso...
Nenhum método isolado serve para todos. E, obviamente, tanto a pregação manuscrita como a improvisada possui vantagens e desvantagens significativas... Descubra o que fica melhor para você...".

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

13 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte IV



II.2 OBJETIVO, ALVO E ASSUNTO

 
Todo sermão deve Ter inspiração divina. Um sermão sem unção, ainda que tenha uma excelente estrutura, não apresentará poder para conversão, consolação e edificação.
Devemos lembrar que ao transmitir um sermão estamos não estamos transmitindo conhecimento humano mas a Palavra de Deus e esta é a única que penetra até a divisão da Alma e Espírito, portanto é fundamental a unção.

O objetivo da homilética, de uma forma geral, é a conversão, a comunhão, a motivação e a  santificação para vida cristã.
    O assunto de uma mensagem é algo particular entre o pregador e Deus.
Para ter assunto é preciso viver em comunhão e oração para que o Espírito Santo possa falar em seu coração.

    A grande questão é: como Deus fala conosco? A forma de Deus falar é individual e peculiar.
    Algumas pessoas acreditam que Deus fala somente de forma sobrenatural. Entretanto, Deus pode falar com você de todas as formas possíveis, fique atento, inclusive aquelas que você menos imagina. No ônibus, em casa, no trabalho, no banho, lendo a bíblia, olhando a paisagem, ouvindo uma mensagem, conversando, pensando, através de pessoas ou coisas, em sonho, em revelação, no meio de uma crise, ouvindo  testemunhos, através de crianças, ouvindo uma música, em seu lazer, em um acidente, uma lição de vida, viajando, etc.

    
II.2.1. A importância do conhecimento
"Tanto a preparação quanto a exposição são enriquecidas com o grau de conhecimento do pregador. Os conhecimentos não são a principal razão de um sermão, mas são o esqueleto que lhe dá forma... O pregador não precisa deixar de ser espiritual pelo fato de enriquecer seus sermões com conhecimentos gerais. Se o sermão estiver cheio da graça de Deus, então os conhecimentos nele inseridos resultarão em benções. A homilética apresenta as regras técnicas, e ensina como o pregador pode tirar proveito dos conhecimentos, ordenando os pensamentos e dosando-os com a graça divina.

Todo pregador deve adotar um sistema de estudo, para seu maior aproveitamento no ministério da Palavra..."1
"O que se vai dizer é resultado do que sabemos, sentimos, pensamos, cremos e desejamos transmitir...

Cultura é aquilo que a gente sabe, resultado de nossa vivência, da sedimentação do que somos, sabemos, das influências que sofremos e de tudo que realmente nos estruturou. Ser um homem culto em nossos dias, isto é, capaz de pensamento original e ter digerido as informações do mundo em que vivemos, é uma equação diferente da que se apresentava no passado. Pouco a pouco a "explicação" do mundo foi, cada vez mais, passando para a área científica..."2 Por isso o importante é manter os "pés no chão".

Para falar de um tema qualquer é preciso dominar o assunto, a ponto de torná-lo de uma simplicidade quase alarmante e dar a impressão ao auditório de que o estamos desvendando juntos, realizando uma agradável excursão intelectual ou humana, participando os dois, nós e o ouvinte, do que vai surgir. O que vale mais é a gente ser a gente mesmo."3
Assim, a primeira e grande obrigação do pregador é a LEITURA, constante, sistemática dos assuntos que ele aborda em suas prédicas e de cultura geral.

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

8 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte III


CAPÍTULO II

II.1 ESTRUTURA DO SERMÃO

    Qualquer explicação requer organização, ordenação, lógica e clareza. Sendo o sermão uma explicação da palavra e vontade de Deus esse deve ser didático. A prática de pregações através dos tempos levou o estudiosos do assunto a relacionarem alguns elementos básicos que devem estar presentes nos sermões, dando a eles uma estrutura que facilita o desenvolvimento da mensagem. Esses elementos, Alvo,  texto, tema, introdução, corpo, conclusão e apelo compõem o que chamamos de estrutura do sermão são imprescindíveis pois norteiam a linha de pensamento do pregador direcionando o ouvinte para o conteúdo da mensagem.
"A estrutura propriamente dita é a organização do sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o pregador na apresentação da mensagem."10
Um sermão precisa ter UNIDADE, ORDEM, SIMETRIA E PROGRESSÃO

1.    ALVO OU OBJETIVO – Nesta etapa do sermão, o objetivo ou assunto , o pregador deverá estar inspirado por Deus. É exatamente aqui que ele recebe a mensagem que tem a pregar e  a partir deste ponto estruturá-la para levar a igreja.     Se você não tem nada para falar, não fale nada.  Se o Espírito Santo lhe der algo a falar, fale, mas fale direito.
2.    TEXTO BÍBLICO –   O assunto do sermão deverá ser baseado em um texto bíblico.
3.    TEMA –   Para que o ouvinte possa Ter uma idéia do que você tem a falar é imprescindível o emprego de um tema. O ouvinte realmente estará adentrando no seu sermão.
4.    INTRODUÇÃO –   Começar bem é provocar interesse e despertar atenção. Aproximar o ouvinte do sermão e dar a ele uma noção ou explicação do que vai ser falado.
5.    CORPO -    Essa é a principal parte. Onde deverá está o conteúdo de toda mensagem, ordenado de forma lógica e precisa.Neste ponto também deverão ser abordadas algumas aplicações utilizadas durante o sermão como,  ILUSTRAÇÕES, FIGURAS DE LINGUAGEM, MATERIAL DE PREPARAÇÃO.
6.    CONCLUSÃO –   “Uma conclusão desanimada, deixará os ouvintes desanimados”. Baseados no objetivo específico do sermão a conclusão é uma síntese do mesmo e deve ser uma aplicação final à vida do ouvinte.
7.    APELO –    Um esforço feito para alcançar a consciência, o coração e a vontade do ouvinte. São os frutos do sermão.





Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

6 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte II


I.3 ÉTICA

“A primeira impressão é a que fica”;
“Em meio ao desenvolvimento da reunião, atravessa todo o corredor principal, aquele que será o preletor do encontro. Toda atenção está voltada para ele, que observado é dos pés a cabeça.”
Seu comportamento, imagem e exemplo são atributos influentes na transmissão da mensagem como um todo. Devemos considerar que, quando existe uma indisposição do ouvinte para com o mensageiro, maior será sua resistência ao conteúdo da mensagem.
Não existe uma forma correta de se apresentar. Esteja de acordo com local e ocasião. Para os homens o uso do “terno e gravata” é adequado a quase todos os locais e ocasiões.
Como são os membros da igreja que visita? Quais são as características da denominação? Qual é o horário de início e término do culto? Em que bairro se localiza?
É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição.
A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos :
- Ficar em posição de nobre atitude.
- Olhar para os ouvintes.
- Não demonstrar rigidez e nervosismo.
- Evitar exageros nos gestos.
- Não demonstrar indisposição.
- Evitar as leituras prolongadas.
- Cabelos penteados melhora muito a aparência.
- O assentar também é muito importante.

Observe com atenção estes aspectos errados que devem ser considerados pelo pregador:                
-  Fazer uma Segunda e auto-apresentação;
-  Manter a mão no bolso ou na cintura o tempo todo;
-  Molhar o dedo na língua para virar as páginas da bíblia;
-  Limpar as narinas, cocar-se, exibir lenços sujos, arrumar o cabelo ou a roupa;
-  Usar roupas extravagantes;
-  Apertar a mão de todos. (basta um leve aceno)
-  Fazer gestos impróprios;
-  Usar esboços de outros pregadores, principalmente sem fonte;
-  Contar gracejos, anedotas ou usar vocabulário vulgar.
-  Não fazer a leitura do texto ( Leitura deve ser de pé)
-  Evitar desculpas, você começa derrotado ( não confundir com humildade);
-  Chegar atrasado;

 O pregador não precisa aparecer.
Quando convidado para pregar em outras igrejas, o pregador deve considerar as normas doutrinárias, litúrgicas e teológicas da igreja em questão.

1 – Evite abordar questões teológicas muito complexas;
2 – Não peça que a congregação faça algo que não esteja de acordo com os preceitos;
3 – Procure estar dentro dos padrões da denominação;
4 – Procure dar conotações evangelísticas a mensagem;
5 – Respeite o horário ( mesmo que seja pouco tempo );
6 – Converse sempre com o Pastor antes do início do culto.

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva