20 de set de 2011

DA PROVIDÊNCIA. Cap. V


CAPÍTULO V
DA PROVIDÊNCIA
I. Pela sua muito sábia providência, segundo a sua infalível presciência e o livre e imutável conselho da sua própria vontade, Deus, o grande Criador de todas as coisas, para o louvor da glória da sua sabedoria, poder, justiça, bondade e misericórdia, sustenta, dirige, dispõe e governa todas as suas criaturas, todas as ações e todas as coisas, desde a maior até a menor.
Ref. (Nee, 9:6; Sal. 145:14-16; Dan. 4:34-35; Sal. 135:6; Mat.  10:29-31; Prov.  15:3; II Cron. 16:9; At.15:18; Ef.  1:11; Sal. 33:10-11; Ef. 3:10; Rom. 9:17; Gen. 45:5.)

II. Posto que, em relação à presciência e ao decreto de Deus, que é a causa primária, todas as coisas acontecem imutável e infalivelmente, contudo, pela mesma providência, Deus ordena que elas sucedam conforme a natureza das causas secundárias, necessárias, livre ou contingentemente.
Ref. (Jer. 32:19; At. 2:13; Gen. 8:22; Jer. 31:35; Isa.10:6-7.)

III. Na sua providência ordinária Deus emprega meios; todavia, ele é livre para operar sem eles, sobre eles ou contra eles, segundo o seu arbítrio.
 Ref. (At. 27:24, 31; Isa. 55:10-11; Os.1:7; Rom. 4:20-21; Dan.3:27; João 11:34-45; Rom. 1:4.)


IV. A onipotência, a sabedoria inescrutável e a infinita bondade de Deus, de tal maneira se manifestam na sua providência, que esta se estende até a primeira queda e a todos os outros  pecados dos anjos e dos homens, e isto não por uma mera permissão, mas por uma permissão tal que, para os seus próprios e santos desígnios, sábia e poderosamente os limita, e regula e governa em uma múltipla dispensarão mas essa permissão é tal, que a pecaminosidade dessas transgressões procede tão somente da criatura e não de Deus, que, sendo santíssimo e justíssimo, não pode ser o autor do pecado nem pode aprová-lo.
Ref.(Isa. 45:7; Rom.  11:32-34; At. 4:27-28; Sal. 76:10; II Reis 19:28; At.14:16;  Gen. 50:20; Isa. 10:12; I João 2:16; Sal.  50:21; Tiago 1:17.)

V. O mui sábio, justo e gracioso Deus muitas vezes deixa por algum tempo seus filhos entregues a muitas tentações e à corrupção dos seus próprios corações, para castigá-los pelos seus pecados anteriores ou fazer-lhes conhecer o poder oculto da corrupção e dolo dos seus corações, a fim de que eles sejam humilhados; para animá-los a dependerem mais intima e constantemente do apoio dele e torná-los mais vigilantes contra todas as futuras ocasiões de pecar, para vários outros fins justos e santos.
 Ref. (II Cron. 32:25-26, 31; II Sam. 24:1, 25; Luc. 22:31-32; II Cor. 12:7-9.)

VI. Quanto àqueles homens malvados e ímpios que Deus, como justo juiz, cega e endurece em razão de pecados anteriores, ele somente lhes recusa a graça pela qual poderiam ser iluminados em seus entendimentos e movidos em seus corações, mas às vezes tira os dons que já possuíam, e os expõe a objetos que a sua corrupção torna ocasiões de pecado; além disso os entrega às suaspróprias paixões, às tentações do mundo e ao poder de Sataná5: assim acontece que eles se endurecem sob as influências dos meios que Deus emprega para o abrandamento dos outros.
Ref. (Rom. 1:24-25, 28 e 11:7; Deut. 29:4; Mar. 4:11-12; Mat. 13:12 e 25:29; II Reis 8:12-13; Sal.81:11-12; I Cor. 2:11; II Cor. 11:3; Exo. 8:15, 32; II Cor. 2:15-16; Isa. 8:14.)

  VII. Como a providência de Deus se estende, em geral, a todos os crentes, também de um modo muito especial ele cuida da Igreja e tudo dispõe a bem dela.
Ref. (Amós 9:8-9; Mat. 16:18; Rom. 8-28; I Tim. 4: 10.)

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15 de ago de 2011

DA CRIAÇÃO CAP IV.


CAPÍTULO IV
DA CRIAÇÃO
I. Ao princípio aprouve a Deus o Pai, o Filho e o Espírito Santo, para a manifestação da glória  seu eterno poder, sabedoria e bondade, criar ou fazer do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bom, o mundo e tudo o que nele há, visíveis ou invisíveis.
Ref.  (Rom. 9:36; Heb. 1:2; João 1:2-3, Rom. 1:20; Sal. 104:24; Jer. 10: 12; Gen. 1; At. 17:24; Col. 1: 16; Exo. 20: 11.)


II. Depois de haver feito as outras criaturas, Deus criou o homem, macho e fêmea, com almas racionais e imortais, e dotou-as de inteligência, retidão e perfeita santidade, segundo a sua própria imagem, tendo a lei de Deus escrita em seus corações, e o poder de cumpri-la, mas com a possibilidade de transgredi-la, sendo deixados à liberdade da sua própria vontade, que era mutável. Além dessa escrita em seus corações, receberam o preceito de não comerem da árvore da ciência do bem e do mal; enquanto obedeceram a este preceito, foram felizes em sua comunhão com Deus e tiveram domínio sobre as criaturas.
Ref. (Gen. 1:27 e 2:7; Sal. 8:5; Ecl. 12:7; Mat. 10:28; Rom. 2:14, 15; Col. 3:10; Gen. 3:6.)

9 de ago de 2011

DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS Cap. III


CAPÍTULO III
DOS ETERNOS DECRETOS DE DEUS
I. Desde toda a eternidade, Deus, pelo muito sábio e santo conselho da sua própria vontade, ordenou livre e inalteravelmente tudo quanto acontece, porém de modo que nem Deus é o autor do pecado, nem violentada é a vontade da criatura, nem é tirada a liberdade ou contingência das causas secundárias, antes estabelecidas.
Ref. (Isa. 45:6-7; Rom. 11:33; Heb. 6:17; Sal.5:4; Tiago 1:13-17; I João 1:5; Mat. 17:2; João 19:11; At.2:23; At. 4:27-28 e 27:23, 24, 34.)


II. Ainda que Deus sabe tudo quanto pode ou há de acontecer em todas as circunstâncias imagináveis, ele não decreta coisa alguma por havê-la previsto como futura, ou como coisa que havia de acontecer em tais e tais condições.
Ref. (At.  15:18; Prov.16:33; I Sam. 23:11-12; Mat. 11:21-23; Rom. 9:11-18.)


III. Pelo decreto de Deus e para manifestação da sua glória, alguns homens e alguns anjos são predestinados para a vida eterna e outros preordenados para a morte eterna.
Ref. (I Tim.5:21; Mar. 5:38; Jud. 6; Mat. 25:31, 41; Prov. 16:4; Rom. 9:22-23; Ef.  1:5-6.)


IV. Esses homens e esses anjos, assim predestinados e preordenados, são particular e imutavelmente designados; o seu número é tão certo e definido, que não pode ser nem aumentado nem diminuído.
Ref. (João 10: 14-16, 27-28; 13:18; II Tim. 2:19.)


  V. Segundo o seu eterno e imutável propósito e segundo o santo conselho e beneplácito da sua vontade, Deus antes que fosse o mundo criado, escolheu em Cristo para a glória eterna os homens que são predestinados para a vida; para o louvor da sua gloriosa graça, ele os escolheu de sua mera e livre graça e amor, e não por previsão de fé, ou de boas obras e perseverança nelas, ou de qualquer outra coisa na criatura que a isso o movesse, como condição ou causa.
Ref. (Ef.  1:4, 9, 11; Rom. 8:30; II Tim. 1:9; I Tess, 5:9; Rom. 9:11-16; Ef. 1: 19: e 2:8-9.)


VI. Assim como Deus destinou os eleitos para a glória, assim também, pelo eterno e mui livre propósito da sua vontade, preordenou todos os meios conducentes a esse fim; os que, portanto, são eleitos, achando-se caídos em Adão, são remidos por Cristo, são eficazmente chamados para a fé em Cristo pelo seu Espírito, que opera no tempo devido, são justificados, adotados, santificados e guardados pelo seu poder por meio da fé salvadora.  Além dos eleitos não há nenhum outro que seja remido por Cristo, eficazmente chamado, justificado, adotado, santificado e salvo.
Ref. (I Pedro 1:2; Ef. 1:4 e 2: 10; II Tess. 2:13; I Tess.  5:9-10; Tito 2:14; Rom. 8:30; Ef.1:5; IPedro 1:5; João 6:64-65 e 17:9; Rom. 8:28; I João 2:19.)


VII. Segundo o inescrutável conselho da sua própria vontade, pela qual ele concede ou recusa misericórdia, como lhe apraz, para a glória do seu soberano poder sobre as suas criaturas, o resto dos homens, para louvor da sua gloriosa justiça, foi Deus servido não contemplar e ordená-los para a desonra e ira por causa dos seus pecados.
Ref. (Mat. 11:25-26; Rom. 9:17-22; II Tim. 2:20; Jud. 4; I Pedro 2:8.)


VIII. A doutrina deste alto mistério de predestinação deve ser tratada com especial prudência  e cuidado, a fim de que os homens, atendendo à vontade revelada em sua palavra e prestando obediência a ela, possam, pela evidência da sua vocação eficaz, certificar-se da sua eterna eleição. Assim, a todos os que sinceramente obedecem ao Evangelho esta doutrina fornece motivo de louvor, reverência e admiração de Deus, bem como de humildade diligência e abundante consolação.
Ref. (Rom. 9:20 e 11:23; Deut. 29:29; II Pedro 1:10; Ef. 1:6; Luc.  10:20; Rom. 5:33, e 11:5-6, 10.)

1 de ago de 2011

De DEUS E Da SANTÍSSIMA TRINDADE Cap. II





CAPÍTULO II
DE DEUS E DA SANTÍSSIMA TRINDADE

I. Há um só Deus vivo e verdadeiro, o qual é infinito em seu ser e perfeições.  Ele é um espírito puríssimo, invisível, sem corpo, membros ou paixões; é imutável, imenso, eterno, incompreensível, - onipotente, onisciente, santíssimo, completamente livre e absoluto, fazendo tudo para a sua própria glória e segundo o conselho da sua própria vontade, que é reta e imutável. É cheio de amor, é gracioso, misericordioso, longânimo, muito bondoso e verdadeiro remunerador dos que o  buscam e, contudo, justíssimo e terrível em seus juizos, pois odeia todo o pecado; de modo algum terá por inocente o culpado.
Ref. (Deut. 6:4; I Cor. 8:4, 6; I Tess. 1:9; Jer.  10:10; Jó 11:79; Jó 26:14; João 6:24; I Tim. 1:17; Deut. 4:15-16; Luc. 24:39; At. 14:11, 15; Tiago 1:17; I Reis 8:27; Sal. 92:2; Sal. 145:3; Gen. 17:1; Rom. 16:27; Isa. 6:3; Sal. 115:3; Exo3:14; Ef. 1:11; Prov. 16:4; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; I João 4:8; Exo. 36:6-7; Heb. 11:6; Nee. 9:32-33; Sal.  5:5-6; Naum 1:2-3.)

  II. Deus tem em si mesmo, e de si mesmo, toda a vida, glória, bondade e bem-aventurança.  Ele é  suficiente em si e para si, pois não precisa das criaturas que trouxe à existência, não deriva delas glória alguma, mas somente manifesta a sua glória nelas, por elas, para elas e sobre elas.  Ele é a única origem de todo o ser; dele, por ele e para ele são todas as coisas e sobre elas tem ele soberano domínio para fazer com elas, para elas e sobre elas tudo quanto quiser.  Todas as coisas estão patentes e manifestas diante dele; o seu saber é infinito, infalível e independente da criatura, de sorte que para ele nada é contingente ou incerto.  Ele é santíssimo em todos os seus conselhos, em todas as suas obras e em todos os seus preceitos.  Da parte dos anjos e dos homens e de qualquer outra criatura lhe são devidos todo o culto, todo o serviço e obediência, que ele há por bem requerer deles.
Ref. (João 5:26; At. 7:2; Sal. 119:68; I Tim. 6: 15; At - . 17:24-25; Rom. 11:36; Apoc. 4:11; Heb. 4:13; Rom. 11:33-34; At. 15:18; Prov. 15:3; Sal. 145-17; Apoc.  5: 12-14.)

III. Na unidade da Divindade há três pessoas de uma mesma substância, poder e eternidade -Deus  o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, O Pai não é de ninguém - não é nem gerado, nem procedente; o Filho é eternamente gerado do Pai; o Espírito Santo é eternamente procedente do Pai e do Filho.
Ref. (Mat. 3:16-17; 28-19; II Cor. 13:14; João 1:14, 18 e 15:26; Gal. 4:6.)

29 de jul de 2011

Da Escritura Sagrada Cap. I


CAPÍTULO I
DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda.  Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Referências – (Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor.  1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa.  8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.)

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática: Ref. (Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.)                                                                                                                                                                                                   

O VELHO TESTAMENTO
Gênesis Esdras Oséias
Êxodo Neemias Joel
Levítico Ester Amós
Números Jó Obadias
Deuteronômio Salmos Jonas
Josué Provérbios Miquéias
Juízes Eclesiastes Naum
Rute Cântico dos Habacuque
I Samuel Cânticos Sofonias
II Samuel Isaías Ageu
I Reis Jeremias Zacarias
II Reis Lamentações Malaquias
I Crônicas Ezequiel
II Crônicas Daniel
O NOVO TESTAMENTO
Mateus Efésios Hebreus
Marcos Filipenses Tiago
Lucas Colossenses I Pedro
João I Tessalonicenses II Pedro
Atos II Tessalonicenses I João
Romanos I Timóteo II João
I Coríntios II Timóteo III João
II Coríntios Tito Judas
Gálatas Filemon Apocalípse                                                                                                                                                


III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Ref. (Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.)

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende
do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
Ref. (II Tm. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.)

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
Ref. (I Tm. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.)

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
Ref. (II Tim. 3:15-17; Gal.  1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.)

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.
Ref. (II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.)

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam  a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Ref. (Mat.  5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, ll, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.)

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
Ref. (At.  15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.)

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.
Ref. (Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.)

Confissão de fé de Westminster indice












A Confissão de Fé de Westminster                                                 


CAPÍTULOS CONTEÚDO

I - ESCRITURA SAGRADA
II - DEUS E A SANTÍSSIMA TRINDADE
III - ETERNOS DECRETOS DE DEUS
IV - CRIAÇÃO
V- PROVIDÊNCIA
VI - QUEDA DO HOMEM, O PECADO E O SEU CASTIGO
VII - PACTO DE DEUS COM O HOMEM
VIII - CRISTO O MEDIADOR
IX - LIVRE ARBÍTRIO
X - VOCAÇÃO EFICAZ
XI - JUSTIFICAÇÃO
XII - ADOÇÃO
XIII - SANTIFICAÇÃO
XIV - FÉ SALVADORA
XV - ARREPENDIMENTO PARA A VIDA
XVI - BOAS OBRAS
XVII - PERSEVERANÇA DOS SANTOS
XVIII - CERTEZA DA GRAÇA E DA SALVAÇÃO
XIX - LEI DE DEUS
XX - LIBERDADE CRISTÃ E LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
XXI - CULTO RELIGIOSO E O DOMINGO
XXII - JURAMENTOS LEGAIS E OS VOTOS
XXIII - MAGISTRADO CIVIL
XXIV - MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO
XXV - IGREJA
XXVI - COMUNHÃO DOS SANTOS
XXVII - SACRAMENTOS
XXVIII - BATISMO
XXIX - CEIA DO SENHOR
XXX - CENSURAS ECLESIÁSTICAS
XXXI - SÍNODOS E CONCÍLIOS
XXXII - ESTADO DO HOMEM DEPOIS DA MORTE E A RESSUREIÇÃO DOS MORTOS
XXXIII - JUÍZO FINAL
PREFÁCIO AOS NOVOS CAPÍTULOS
XXXIV- ESPÍRITO SANTO
XXX - AMOR DE DEUS E DAS MISSÕESCONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER

25 de jul de 2011

Homilética a Arte do Pregador Parte V


II.2.2O QUE FAZER QUANDO CONVIDADO PARA PREGAR EM :

A)  CONGRESSOS E CONFRATERNIZAÇÕES
Neste caso os assuntos são apresentados pelos organizadores do evento. Para o pregador, o desafio está em desenvolvê-lo. Tenha intimidade com Deus para transmitir exatamente o que Ele quer falar.
Quase toda pesquisa serve como base para sermões. Todavia, é verdade incontestável que, quanto mais instrução tem uma pessoa, tanto mais condições terá para preparar e apresentar sermões.
Embora exista um tema, normalmente este é geral, podendo o pregador ser mais específico.
Exemplo: TEMA DO CONGRESSO: “A videira verdadeira” João 15: 1 a 8
* Você pode falar sobre: “Como o cristão pode Ter uma vida frutífera”  , “Por que o cristão deve Ter uma vida frutífera?”  ou até mesmo , “Os frutos da videira na vida do cristão”,  utilizando outros textos e inserindo um subtema.

B) DATAS COMEMORATIVAS/ CULTOS ESPECIAIS
Situações onde o assunto é uma explicação do momento. São cultos realizados em virtude de acontecimentos específicos na igreja local.
Dentre os cultos especiais podemos destacar:
Casamento
Natal
Aniversariantes
Dízimos
Batismo
Consagração
Aniversário da Igreja
Posse
Cultos dos departamentos ( Juventude, irmãs, crianças, etc.)
Nascimento e apresentação de bebês
Funeral
Doutrinário
Evangelístico

Atenção! Conheça e domine os textos bíblicos para explorar estes assuntos mais facilmente.
“Para pregar, o pregador leigo deve combinar ou casar o assunto do sermão com um texto da palavra de Deus”.
Ler os sermões limita o contato dos olhos do pregador com o auditório. Como afirmava Phillips Brooks, “a pregação é a verdade através da personalidade”. Ora, os olhos transmitem a personalidade. Assim, qualquer coisa que interfira com o contato dos olhos do pregador, impede que a personalidade seja bem sucedida, e interfere com a pregação.
A maioria dos homiléticos concorda em que a maneira ideal de pregar um sermão é fazer primeiro um manuscrito, e depois preparar um esboço - quer o pregador use esse esboço no púlpito ou o decore.
Muitos pregadores levam um manuscrito ao púlpito, mas lêem apenas partes dele, pregando o restante dele de improviso. Por exemplo, as ilustrações e o apelo não se prestam bem para a elocução ma-nuscrita e provavelmente devam ser pregados de improviso...
Nenhum método isolado serve para todos. E, obviamente, tanto a pregação manuscrita como a improvisada possui vantagens e desvantagens significativas... Descubra o que fica melhor para você...".

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

13 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte IV



II.2 OBJETIVO, ALVO E ASSUNTO

 
Todo sermão deve Ter inspiração divina. Um sermão sem unção, ainda que tenha uma excelente estrutura, não apresentará poder para conversão, consolação e edificação.
Devemos lembrar que ao transmitir um sermão estamos não estamos transmitindo conhecimento humano mas a Palavra de Deus e esta é a única que penetra até a divisão da Alma e Espírito, portanto é fundamental a unção.

O objetivo da homilética, de uma forma geral, é a conversão, a comunhão, a motivação e a  santificação para vida cristã.
    O assunto de uma mensagem é algo particular entre o pregador e Deus.
Para ter assunto é preciso viver em comunhão e oração para que o Espírito Santo possa falar em seu coração.

    A grande questão é: como Deus fala conosco? A forma de Deus falar é individual e peculiar.
    Algumas pessoas acreditam que Deus fala somente de forma sobrenatural. Entretanto, Deus pode falar com você de todas as formas possíveis, fique atento, inclusive aquelas que você menos imagina. No ônibus, em casa, no trabalho, no banho, lendo a bíblia, olhando a paisagem, ouvindo uma mensagem, conversando, pensando, através de pessoas ou coisas, em sonho, em revelação, no meio de uma crise, ouvindo  testemunhos, através de crianças, ouvindo uma música, em seu lazer, em um acidente, uma lição de vida, viajando, etc.

    
II.2.1. A importância do conhecimento
"Tanto a preparação quanto a exposição são enriquecidas com o grau de conhecimento do pregador. Os conhecimentos não são a principal razão de um sermão, mas são o esqueleto que lhe dá forma... O pregador não precisa deixar de ser espiritual pelo fato de enriquecer seus sermões com conhecimentos gerais. Se o sermão estiver cheio da graça de Deus, então os conhecimentos nele inseridos resultarão em benções. A homilética apresenta as regras técnicas, e ensina como o pregador pode tirar proveito dos conhecimentos, ordenando os pensamentos e dosando-os com a graça divina.

Todo pregador deve adotar um sistema de estudo, para seu maior aproveitamento no ministério da Palavra..."1
"O que se vai dizer é resultado do que sabemos, sentimos, pensamos, cremos e desejamos transmitir...

Cultura é aquilo que a gente sabe, resultado de nossa vivência, da sedimentação do que somos, sabemos, das influências que sofremos e de tudo que realmente nos estruturou. Ser um homem culto em nossos dias, isto é, capaz de pensamento original e ter digerido as informações do mundo em que vivemos, é uma equação diferente da que se apresentava no passado. Pouco a pouco a "explicação" do mundo foi, cada vez mais, passando para a área científica..."2 Por isso o importante é manter os "pés no chão".

Para falar de um tema qualquer é preciso dominar o assunto, a ponto de torná-lo de uma simplicidade quase alarmante e dar a impressão ao auditório de que o estamos desvendando juntos, realizando uma agradável excursão intelectual ou humana, participando os dois, nós e o ouvinte, do que vai surgir. O que vale mais é a gente ser a gente mesmo."3
Assim, a primeira e grande obrigação do pregador é a LEITURA, constante, sistemática dos assuntos que ele aborda em suas prédicas e de cultura geral.

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

8 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte III


CAPÍTULO II

II.1 ESTRUTURA DO SERMÃO

    Qualquer explicação requer organização, ordenação, lógica e clareza. Sendo o sermão uma explicação da palavra e vontade de Deus esse deve ser didático. A prática de pregações através dos tempos levou o estudiosos do assunto a relacionarem alguns elementos básicos que devem estar presentes nos sermões, dando a eles uma estrutura que facilita o desenvolvimento da mensagem. Esses elementos, Alvo,  texto, tema, introdução, corpo, conclusão e apelo compõem o que chamamos de estrutura do sermão são imprescindíveis pois norteiam a linha de pensamento do pregador direcionando o ouvinte para o conteúdo da mensagem.
"A estrutura propriamente dita é a organização do sermão com suas divisões técnicas, que servem para orientar o pregador na apresentação da mensagem."10
Um sermão precisa ter UNIDADE, ORDEM, SIMETRIA E PROGRESSÃO

1.    ALVO OU OBJETIVO – Nesta etapa do sermão, o objetivo ou assunto , o pregador deverá estar inspirado por Deus. É exatamente aqui que ele recebe a mensagem que tem a pregar e  a partir deste ponto estruturá-la para levar a igreja.     Se você não tem nada para falar, não fale nada.  Se o Espírito Santo lhe der algo a falar, fale, mas fale direito.
2.    TEXTO BÍBLICO –   O assunto do sermão deverá ser baseado em um texto bíblico.
3.    TEMA –   Para que o ouvinte possa Ter uma idéia do que você tem a falar é imprescindível o emprego de um tema. O ouvinte realmente estará adentrando no seu sermão.
4.    INTRODUÇÃO –   Começar bem é provocar interesse e despertar atenção. Aproximar o ouvinte do sermão e dar a ele uma noção ou explicação do que vai ser falado.
5.    CORPO -    Essa é a principal parte. Onde deverá está o conteúdo de toda mensagem, ordenado de forma lógica e precisa.Neste ponto também deverão ser abordadas algumas aplicações utilizadas durante o sermão como,  ILUSTRAÇÕES, FIGURAS DE LINGUAGEM, MATERIAL DE PREPARAÇÃO.
6.    CONCLUSÃO –   “Uma conclusão desanimada, deixará os ouvintes desanimados”. Baseados no objetivo específico do sermão a conclusão é uma síntese do mesmo e deve ser uma aplicação final à vida do ouvinte.
7.    APELO –    Um esforço feito para alcançar a consciência, o coração e a vontade do ouvinte. São os frutos do sermão.





Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

6 de jul de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte II


I.3 ÉTICA

“A primeira impressão é a que fica”;
“Em meio ao desenvolvimento da reunião, atravessa todo o corredor principal, aquele que será o preletor do encontro. Toda atenção está voltada para ele, que observado é dos pés a cabeça.”
Seu comportamento, imagem e exemplo são atributos influentes na transmissão da mensagem como um todo. Devemos considerar que, quando existe uma indisposição do ouvinte para com o mensageiro, maior será sua resistência ao conteúdo da mensagem.
Não existe uma forma correta de se apresentar. Esteja de acordo com local e ocasião. Para os homens o uso do “terno e gravata” é adequado a quase todos os locais e ocasiões.
Como são os membros da igreja que visita? Quais são as características da denominação? Qual é o horário de início e término do culto? Em que bairro se localiza?
É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição.
A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos :
- Ficar em posição de nobre atitude.
- Olhar para os ouvintes.
- Não demonstrar rigidez e nervosismo.
- Evitar exageros nos gestos.
- Não demonstrar indisposição.
- Evitar as leituras prolongadas.
- Cabelos penteados melhora muito a aparência.
- O assentar também é muito importante.

Observe com atenção estes aspectos errados que devem ser considerados pelo pregador:                
-  Fazer uma Segunda e auto-apresentação;
-  Manter a mão no bolso ou na cintura o tempo todo;
-  Molhar o dedo na língua para virar as páginas da bíblia;
-  Limpar as narinas, cocar-se, exibir lenços sujos, arrumar o cabelo ou a roupa;
-  Usar roupas extravagantes;
-  Apertar a mão de todos. (basta um leve aceno)
-  Fazer gestos impróprios;
-  Usar esboços de outros pregadores, principalmente sem fonte;
-  Contar gracejos, anedotas ou usar vocabulário vulgar.
-  Não fazer a leitura do texto ( Leitura deve ser de pé)
-  Evitar desculpas, você começa derrotado ( não confundir com humildade);
-  Chegar atrasado;

 O pregador não precisa aparecer.
Quando convidado para pregar em outras igrejas, o pregador deve considerar as normas doutrinárias, litúrgicas e teológicas da igreja em questão.

1 – Evite abordar questões teológicas muito complexas;
2 – Não peça que a congregação faça algo que não esteja de acordo com os preceitos;
3 – Procure estar dentro dos padrões da denominação;
4 – Procure dar conotações evangelísticas a mensagem;
5 – Respeite o horário ( mesmo que seja pouco tempo );
6 – Converse sempre com o Pastor antes do início do culto.

Fonte: Apostila de Homilética
Professor: Ronaldo Gomes da Silva

1 de jun de 2011

Homilética- A Arte do Pregador Parte I

Homilética



 Hoje não há, o cuidado em estudar as ténicas na arte de falar em publico, e o que vemos são verdadeiras aberrações contra a palavra de Deus. Pessoas despreparadas  sem inspiração e temor, tem usado a pulpito de forma ilegitima, não respeitando os "marcos" que foram postos  por homens de Deus, que batalharam antes de nós. Homens que se esforçaram para tornar a arte de falar em publico, uma ferramenta a disposição do homem de Deus. Que esta ferramenta possa aproximar o ouvinte do objeto de sua mensagem (no nosso caso Deus e seus Ensinamentos), e torná-lo mais palpável. Por isso estou colocando a disposição do público, uma série de estudo sobre Homilética, tendo por base: Apostila de Homilética; Bacharel  em Teologia Ronaldo Gomes da Silva.
Aproveite este verdadeiro manancial de conhecimento, para seu melhor preparo técnico na hora de transmitir a mensagem divina.    (Ivan Cesar S. Barboza)


I.1 CONCEITO

HOMILÉTICA:  É a ciência que estuda os princípios fundamentais do discurso em público, aplicados na proclamação do evangelho. Este termo surgiu durante o Iluminismo, entre os séculos XVII e XVIII, quando as principais doutrinas teológicas receberam nomes gregos, como, por exemplo, dogmática , apologética e hermenêutica. As disciplinas que mais se aproximam da homilética são a hermenêutica e exegese que se complementam.

HOMILETIKE – (Grego) ensino em tom familiar
HOMILIA – (do verbo homileo ) Pregação cristã, nos lares em forma de conversa.
PREGAÇÃO  Ato de pregar a palavra de Deus. Pregação é o ato de pregar a palavra de Deus. Pregador (aquele que prega), vem do latim, “prae” e “dicare” anunciar, publicar. Apalavra grega correspondente a pregador é “Keryx”, arauto, isto é, aquele que tem uma mensagem (Kerygma) do reino de Deus, uma boa notícia, uma boa-nova – evangelho, “evangelion”.


 I.2 VIDA ESPIRITUAL.                                             


 DEUS, A PALAVRA E O MINISTRO
DEUS
                             Pregador                                                     Ouvinte/comunidade

O pregador dirigi-se a Deus e transmite ao ouvinte a mensagem levando-o a Deus.

Baseando-se em três passagens da vida de Pedro o pregador deve ser:
1 – Aquele que esteve com Jesus  -  Atos 4:13
2 – Aquele que fala como  Jesus – Mateus 26:73
3 – Aquele que fala de Jesus – Atos 40:10

A proclamação do evangelho é trazer as Boas Novas da Salvação. Apresentar ao público Jesus Cristo, seus ensinamentos e seu propósito, para isso, é preciso que o mensageiro tenha uma identificação completa com Cristo. Conhecer a Cristo de forma especial é além de ser convertido Ter certeza de uma chamada (missão) específica para o ministério da palavra o que só é possível a aquele que “esteve com Jesus”.


INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA HOMILÉTICA


Fonte: Apostila de Homilética
Professor Ronaldo Gomes da Silva

30 de mai de 2011

COMO FAZER UMA BOA EXEGESE

EXEGESE 
Exegese é o trabalho de exposição de um texto bíblico.
Visto que a Bíblia é um documento histórico e a igreja , a exegese é importante tanto para compreender a mensagem bíblica como para determinar seu significado na atualidade. Questões de data, significados lingüísticos, autoria, antecedentes e circunstâncias são essenciais à tarefa de preparar sermões bíblicos. Quanto mais conhecermos as condições político-religiosas e socio-econômicas sob as quais foi escrito certo documento, tanto melhor poderemos compreender a mensagem do autor e aplicá-la de acordo com isso.
(Texto do autor)

Precisamos ser mais cautelosos na hora de interpretar o texto biblico, a pergunta que deve ser feita para que possamos estar mais próximo da mensagem original da escritura é:

Qual é o significado (intenção) que o autor Pretendeu com esse texto, Que valor tinha para eles, E que valor (sentido ) têm para nós em nossos dias?Porque as vezes as metodologias, não têm mais valor em nossos dias; permanecendo o princípio do mandamento ex. o uso do véu nas igrejas: Se estudarmos o texto a luz do contexto, buscando a intenção do altor, veremos que o problema ali, era mais que o simples fato de usar ou não usar  o véu, era uma afronta a ordem social e moral da época, um sinal de insubmissão aos maridos e liderança. por que usar véu significava estar debaixo de autoridade.

Hoje qual é o valor de usar o véu em nossa sociedade e cultura? Nenhum, senão modismo, então a metodologia (o uso literal do véu) perde o efeito, permanecendo o Princípio que é a submissão aos maridos e a liderança. Isso quer dizer, que muitas vezes o contexto determinará a direção correta que devemos dar ao texto,  só poderemos conduzir a verdade se soubermos usar uma das ferramentas (exegese) que Deus deixou a nossa disposição para militarmos nessa gerra , é claro que devemos manter a devoção em prima estima (oração, testemunho, vigilança, reflexão, jejum bíblico, etc...)

DEZ PASSOS PARA UMA BOA EXEGESE

1 - Leia o texto em voz alta, comparando com versões diferentes para maior compreensão.
2 - Reproduza o texto com suas próprias palavras. (Fale sozinho)
3 - Observe o texto imediato e remoto.
4 - Verifique a linguagem do texto ( história, milagre, ensino, parábola, profecia,  etc.)
5 - Pesquise o significado exato das principais palavras;
6 - Faça anotações;
7 - Pesquise o contexto ( época, país, costumes, tradição, etc.)
8 - Pergunte sempre onde? Quem? O que? Por que?
9 - Organize o texto em seções principal e secundárias;
10 - Resuma com a seguinte frase: “O assunto mais importante deste texto é...”

Fonte: Apostila de Homilética
 Professor Ronaldo Gomes da Silva

25 de mar de 2011

Definição do Termo Teologia,

Teologia (do grego θεóς, transl. theos = "divindade" + λóγος, logos = "palavra", por extensão, "estudo"), no sentido literal, é o estudo sobre deuses. Porém partindo do princípio da definição hegeliana do termo "Teologia", a teologia é o estudo das manifestações sociais de grupos em relação às divindades. Como toda área do conhecimento, possui então objetos de estudo definidos. Como não é possível estudar Deus diretamente, como sugere o termo literalmente observado, a definição de Hegel que, somente se pode estudar aquilo que se pode observar se torna pertinente e atual, conforme as representações sociais nas mais variadas culturas.

(Um breve comentário)
No nosso caso A teologia trata de assuntos que define o caráter pessoal de Deus, sua relação com o mundo e suas criaturas. Temos Como fonte Primária a Bíblia  Sagrada, que é a vóz de Deus.
Ainda que algumas considerações externas sejam de alguma relevância, estaremos presos a premissa maior por mais que os argumentos sejam lógicos e plausíveis estamos presos (como eu já disse) ao presuposto que A BÍBLIA é a mãe da Teologia. (by Ivan Cesar S. Barboza)

Definição do termo, tirado do Wikipédia